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Europa fecha cerco contra neonicotinoides

A União Europeia (UE) está fechando o cerco contra defensivos agrícolas formulados à base de neonicotinoides – considerados prejudiciais aos insetos polinizadores, como a abelha. Através da Comissão Europeia (CE), o órgão executivo do bloco europeu, foram adotadas novas regras com o objetivo de baixar o Limite Máximo de Resíduos (LMR) de tiametoxame e clotianidina na alimentação. As duas composições fazem parte da lista de defensivos indicados para cultura da uva.

De acordo com comunicado da CE, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) emitiu pareceres revelando que esses dois ingredientes ativos constituem um “alto risco” para os polinizadores, contribuindo, assim, para o declínio global desses insetos benéficos. Importante destacar que essa medida atinge não só os produtos cultivados na União Europeia, mas também os importados – o que afeta diretamente o Brasil.

Segundo o portal especializado europeu Vida Rural, as novas regras vão diminuir os LMR já em vigor para o nível mais baixo que pode ser medido com as últimas tecnologias, e vão ser aplicadas a todos os produtos produzidos na UE, mas também importados a partir de 2026, de forma a dar tempo a países terceiros para cumprirem com as novas regras. “No que diz respeito ao uso e ao risco de pesticidas, sempre fomos claros sobre o nosso compromisso de proteger a saúde dos nossos cidadãos e do nosso ambiente. As ações de hoje, que também afetam os alimentos importados, baseiam-se na nossa decisão, em 2018, de proibir o uso ao ar livre desses dois neonicotinoides, na UE, uma vez que, pela primeira vez, os níveis máximos de resíduos de pesticidas serão reduzidos para combater o declínio do polinizador e proteger o nosso ambiente”, declarou a comissária europeia da Saúde e Segurança Alimentar, Stella Kyriakides.

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