Central de Adubos

Adubação e análise de solo: ação conjunta gera melhores resultados

Ao debater o tema “Nutrição de Plantas: como aumentar a eficiência no uso dos nutrientes”, o podcast Da Central Para o Campo trouxe uma recomendação importante para os produtores. No episódio que foi ao ar no último sábado (20), os representantes da Yara Brasil Fertilizantes reforçaram a importância da análise de solo para a adubação correta das plantas.

“Fazer a nutrição de uma planta nada mais é do que alimentar. O adubo, com os nutrientes que estão ali, é o que vai alimentar essa planta. Então, ela precisa de nutrientes que são essenciais para o seu desenvolvimento e, através da absorção desses nutrientes, junto com a água, ela consegue ter todos os seus processos metabólicos, fisiológicos, seu desenvolvimento e, lá na frente, a gente retira o que realmente tem o retorno financeiro para gente”, explicou Igor Tenreiro, especialista em Desenvolvimento de Mercado da Yara.

Entretanto, não é possível adivinhar quais as principais deficiências no solo em questão. A ausência de alguns nutrientes pode ser denunciada pelo aspecto físico da planta, porém a dosagem correta de cada elemento vem da investigação acerca dos componentes desse solo.

“Para toda planta, antes de ser colocada em determinado ambiente, é necessário preparar essa área. Então, um dos quesitos principais para você nutrir bem é fazer análises de solo. Há muito ainda para se explorar com esse recurso, que é determinante para nós, técnicos, e para o produtor rural ter rentabilidade. Por quê? Estima-se que a análise de solo ajuda o produtor a diminuir perdas de cerca de 80% da eficiência da adubação. Ou seja, é como se você aplicasse R$ 100 na sua lavoura e, sem análise de solo, você deixasse de ganhar R$ 80, o que quer dizer que, dos R$ 100, perderia cerca de R$ 80 e ficaria apenas com R$ 20”, ressaltou Edwin Assunção, especialista em Desenvolvimento de Mercado da Yara.

A medida do pH do solo é um dos principais fatores analisados porque é a partir dele que se percebe a perda desses nutrientes. “Um dos critérios que avalia muito nesse quesito de perda de eficiência de nutrientes é o pH. É um critério importante, é o que mede a acidez do solo. Foi com esse indicador que a Embrapa validou esse número, ou seja, o pH do solo chega em torno de 4 ou 4.5, a gente tem perda de nutrientes na ordem, em média, de 80%, isso por hectares. E, quando a gente começa a trabalhar com agricultura de grande escala, as perdas são maiores e quem paga a conta é o produtor. O nosso objetivo, como Yara, é ter uma nutrição eficiente. Não é só uma empresa de venda de fertilizante, mas que tenha tecnologias para ajudar o amigo produtor, o nosso cliente final, a produzir mais. E isso passa pela análise de solo”, destacou Edwin.

Dando continuidade ao assunto, Igor Tenreiro relembrou que cada área precisa passar por essa investigação pelo menos uma vez ao ano e, mesmo que sejam vizinhas, as análises de solo de uma área não servem para a outra. “Por mais que uma área seja ao lado da outra, a necessidade de adubação pode ser totalmente diferente. Então, é muito importante que se faça análise de solo e, a partir dela, é que a gente sabe o quanto de cada nutriente a gente vai precisar e qual é o melhor adubo a ser comprado na Central de Adubos”, reforçou.

Ele também revelou que as características da região onde a cultura está inserida influenciam na frequência da aplicação desses elementos. “Cada nutriente terá uma porcentagem de aplicação diferente durante o ciclo e, com essa porcentagem, fazemos a divisão e aplicamos. Quando falamos em cultura de sequeiro, fazemos duas ou três aplicações e, quando falamos da fruticultura irrigada, é toda semana. A gente sempre passa essa fertirrigação. Então, a ideia é mais ou menos essa daí, a gente tem a noção através da análise de qual nutriente temos que aportar e, sabendo disso, compramos o adubo e começamos a fazer as aplicações”, explicou.

Num mundo ideal, segundo o especialista, excluindo custos e pensando no manejo perfeito, a fertirrigação seria feita diariamente. “Existe um processo chamado de lixiviação, onde, quanto mais lâmina d’água você coloca, mais esses nutrientes se movem para as camadas mais baixas do solo. Com isso, as raízes não têm mais acesso e esse nutriente é perdido. Então, quanto mais você parcelar isso, principalmente na fruticultura irrigada, melhor você terá aproveitamento do adubo utilizado”, aconselhou.

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