Central de Adubos

Ressecamento de Ráquis: Saiba mais sobre dano que pode gerar perdas de 20% na produção de uvas

Quando falamos na qualidade da fruta após a colheita, uma série de fatores pode reduzir sua qualidade, comprometendo a sua comercialização. No caso da uva de mesa, grande parte das perdas deve-se ao degrane de bagas e ao escurecimento da ráquis (talo), o que prejudica a aparência do produto, reduzindo o seu valor comercial. Diante disso, o podcast “Da Central para o Campo” debateu, em sua edição veiculada no último sábado (08), soluções agrícolas que podem resolver esse problema.

Parceira da Central de Adubos desde 2019, a Gamundi distribui no Vale do São Francisco, e para o restante do país, o Kamab 26. A ferramenta proporciona à videira a correção nutricional necessária para prevenir os problemas acima citados. “Esse produto não é nenhuma novidade, já tem 50 anos no mercado. De origem italiana, é importado pela Gamundi, que distribui o Kamab em todo o Brasil. Foi desenvolvido para minimizar os problemas relacionados à desordem nutricional na uva e prolongar o tempo de pós-colheita”, explicou o gerente técnico e comercial do Nordeste da Gamundi, Clériton de Souza. 

Ao podcast, Souza explicou que a ferramenta deve ser usada na prevenção dos casos de palo negro ou talo negro ou ressecamento de ráquis, como a situação é tecnicamente conhecida. “Esse problema é muito comum, inclusive nos últimos dias eu tenho andado bastante no campo e isso tem sido um problema recorrente. Até em variedades que isso não acontecia muito, como é o caso da uva Vitória, em muitas áreas tem ocorrido”, alertou.

Caso ocorra num parreiral, o ressecamento de ráquis  prejudica a produtividade, afetando 20% ou mais da produção com queda de frutos antes da colheita. “Ela começa sempre na pontinha do cacho, então é um problema que ocorre principalmente por desordens nutricionais, como a deficiência de cálcio, magnésio e boro. O desequilíbrio desses nutriente associado ao excesso de nitrogênio gera esses sintomas com ressecamento da ponta do cacho para cima e a baga começa a ficar mole, o engaço começa a fica negro, necrosando e, se deixar, atinge o cacho inteiro”, descreveu. 

Diante disso, Clériton orientou os produtores do Vale. “A ideia do Kamab é que, se você faz um trabalho preventivo, a chance desse problema de palo negro ocorrer é muito pequena. Esse murchamento, nós conseguimos estancar quando fazemos a aplicação do produto em uma dose um pouco mais elevada, de 4 kg por hectare, que é a dosagem que o fabricante recomenda. Então, se começou a incidir na área, tem que entrar com uma medida corretiva. Mas a correção não é uma medida interessante porque o problema já está aparente e já há perdas. Se já começou a perder 4 ou 5 uvinhas na ponta do cacho, se você fizer uma conta, vai perceber que, se isso acontece em 20% dos cachos por planta e multiplicar pelo número de plantas, com certeza vai perder entre mil e 2 mil quilos de uva por hectare”, contabilizou. “Se apareceu o sintoma, vamos fazer a aplicação para estancar e, se já há o trabalho preventivo, a ocorrência será mínima nesta fase final”, aconselhou.

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