Central de Adubos

Gestão estratégica de pessoas traz diferencial na produtividade; saiba como

O podcast da Central para o Campo provou, na edição desse sábado (09), que a visão de produtividade da Central de Adubos é muito mais ampla do que os números advindos da safra e sua comercialização. Com o tema “Gestão Estratégica de Pessoas”, o episódio em questão falou sobre a importância da capacitação dos colaboradores das fazendas e sobre o diferencial na composição de um ambiente de trabalho saudável.

A psicóloga Rayanne Morais, que trabalha com a abordagem da terapia cognitiva e comportamental, falou sobre o passo a passo do processo motivacional na gestão de pessoas. “[Trabalhar] o autoconhecimento é estratégico. Existe uma frase do Sun Tzu, do livro ‘A arte da guerra’, que diz o seguinte: ‘Se não conheço a mim mesma e nem o meu inimigo, eu perderei todas as batalhas’. Trazendo isso para o lado individual e até da empresa, se a gente não tem um autoconhecimento, a gente acaba não sendo tão assertivo. Portanto, o autoconhecimento acaba nos dando um caminho. Com isso, eu economizo tempo, dinheiro e energia, justamente porque não fico na tentativa e erro. O autoconhecimento me dá a possibilidade de planejar, de ser estratégico e isso possibilita que tenhamos um comportamento muito mais assertivo”, pontuou.

Se há um gerenciamento de pessoal, sem o devido conhecimento da equipe, há o risco de uma ação resultar no resultado contrário ao esperado. “Na gestão de pessoas, se você tem uma equipe e sabe exatamente o que vai motivar a sua equipe, você vai utilizar essa informação para motivar essa equipe. Porque, muitas vezes, em uma gestão generalista, você pode estar utilizando uma informação que não motivará sua equipe e até desmotivar, porque aquelas pessoas não estarão motivadas pela informação que você não tem. Mas, quando você detém informações sobre o que traria motivação para a sua equipe, você alcançará a gestão estratégica”, completou.

A psicóloga ainda alerta que essa automotivação não vem apenas das questões financeiras. “Se fosse assim, o que motivaria os bilionários a continuarem trabalhando? Cada pessoa terá sua própria motivação, isso vem muito das aprendizagens, das vivências, necessidades dessa pessoa e das suas interpretações. Então, isso varia de cada pessoa”, acrescentou.

O engenheiro agrônomo e gerente da Fazenda Agrodan, Elvis Prudêncio, destacou ao podcast que essa metodologia é aplicada na gestão dos colaboradores da empresa. “Nós trabalhamos a comunicação com um ambiente aberto para essa comunicação acontecer. Então, temos esse ambiente aberto para que o colaborador diga quais são as suas necessidades. Nós passamos um feedback de como eles estão trabalhando, como está a qualidade, a produção, onde eles estão e aonde devem chegar.  Porque esse feedback é de extrema importância. Imagina como seria se você trabalhasse sempre sem saber onde está, se estão gostando do seu trabalho ou não, não receber um feedback positivo, sempre negativos?”, questionou.

Rayanne Morais corroborou com o relato feito por Prudêncio. “Nós influenciamos o comportamento das pessoas. Isso quer dizer que, se uma empresa vai sempre com um feedback negativo, em um ambiente hostil, isso vai interferir nas emoções do colaborador e isso acabará influenciando no comportamento dele. Então, ele trabalhará muito desmotivado, logo não será produtivo. Mas, se você tem uma empresa que oferece um bom ambiente, ou um líder – porque pessoas também são ambientes – oferece um bom ambiente, isso influencia nas emoções desse trabalhador, que vai desempenhar suas funções com muito mais entusiasmo. Portanto, ter esse ambiente propício vai contribuir para que as pessoas consigam ser mais produtivas”, explicou.

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